Cronologia (1967-1973) por ARTUR GOULART

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Angra do Heroísmo, fotografia de Jacques Guillard (1969)

Angra do Heroísmo, fotografia de Jacques Guillard (1969)

Se o caro visitante entrou por aqui, não deixe de visitar por favor o sector de abertura deste sub-menu, isto é:

O movimento Gávea/Glacial. Basta clicar na frase, por favor.

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Angra – A União – Glacial, por Artur Goulart



Cronologia de acontecimentos da autoria de Artur Goulart, publicados na página nº 40 do Volume II, Anexo V, da tese de Lusa Maria de Melo Ponte: “Le supplément Glacial A União das Letras e das Artes (1967-1974) et l’affirmation du champ littéraire açorien”.

ano de 1967

• Em Julho de 1967, com o 1.º número de GLACIAL, Artur Bual e António Palolo, por iniciativa de Carlos Faria, expõem no Museu de Angra.

António Palolo, Hórrido o silêncio do teu corpo, 1966, óleo sobre platex, 100 x 82 cm. Visto Wikipedia

António Palolo, Hórrido o silêncio do teu corpo, 1966, óleo sobre platex, 100 x 82 cm.

• Em 8 de Dezembro, o Diário Insular publica na 1.ª página a 1ª poesia de Marcolino Candeias, então com 15 anos, aluno do 5.º ano do Liceu: « Soneto à minha Mãe ».

ano de 1968

• No início de 1968, exposição itinerante de Margarida Tamegão e, em Março, Almeida Firmino publica « Ilha Maior » e Emanuel Félix, numa revista continental, os « Sete poemas chineses ».

• A 30 de Abril, em comemoração do 1.º de Maio, A União coloca na primeira página, em caixa a 2 colunas, um poema de Santos Barros. A poesia em relevo, na hora da decisão e da denúncia.

Exortação

Marquemos definitivamente a hora
Partamos os espelhos
Choremos agora
A solidão da memória.
Amemos os humildes desejos
Da criança morta e esquecida
No leito da bomba amarga
Formal e esmaecida.

Entretanto, no âmbito da actividade eclesial, os ventos do Concílio Vaticano II instigavam ânimos e responsabilizavam consciências, procurando que a fé cristã e participação litúrgica, influíssem no desenvolvimento global e livre da pessoa. Destacava-se na vanguarda desse movimento a paróquia de São Pedro, dirigida pelo pároco Padre Avelino Soares, procurando criar infra-estruturas de animação sociocultural, que abrangeram o teatro, o desporto, as artes plásticas, a formação profissional, a partir da projecção dos organismos eclesiais.

• Ainda em Maio de 68, a JOC (Juventude Operária Católica) de S. Pedro promove um jogo cénico «Avante à conquista da Juventude», representado na ermida de Santa Catarina, onde Santos Barros, que muito colaborou na sua elaboração e organização, teve o seu aparecimento público como criador e encenador. Logo em Julho, parte para Lisboa e Angola a cumprir o serviço militar. Na mesma situação, mas na Guiné-Bissau, já se encontrava o Álamo Oliveira.

• Em Junho, no Museu de Angra, 13 quadros de Norberto Ávila. Maurice Béjart é expulso de Portugal. Vitorino Nemésio faz uma conferência sobre Tomás Borba. Já se anunciava para breve a criação em Angra de uma Galeria de Arte, de nome Gávea.

• Em Outubro, o Centro de Promoção da Paróquia de S. Pedro entra no segundo ano de actividade e, com subsídio da Fundação Gulbenkian, mantém Cursos de corte e costura, bordados, lavores e culinária com 85 inscrições e, em Novembro, Cursos de dactilografia e inglês. O DI (Diário Insular) anuncia uma exposição de Jota Álamo (Álamo Oliveira) em Bissau.

• A partir de então (Outubro de 68), passei a testemunha privilegiada de toda esta actividade ao ser nomeado Chefe de redacção de A União, com a partida do António Rego para Lisboa, para voos mais altos na comunicação social.

ano de 1969

• Em Janeiro, a Rádio Clube de Angra lança um novo programa de Artes e Letras «Quadrante», da autoria de Emanuel Félix. Álamo Oliveira, em Bissau, faz uma exposição de pintura. A União dá a notícia, acompanhada de uma foto do artista de pincéis na mão, e intitula-a « O signo ou lirismo da cor ». Notícia da morte de António Sérgio.

• Em Fevereiro, «uma jovem escritora entre nós» – entrevista com Ivone Chinita. Finalmente, no fim de Março (29), é inaugurada a Galeria de Arte Gávea – Rogério Silva é o autor. Carlos Faria, no catálogo, explicita: «é o resultado duma pureza activa e duma teimosia espiritual: concretizar um sonho!»

• Em Abril (9), novo suplemento, agora de extensão agrícola, O TERREIRO. Na direcção a eng.ª Raquel Costa e Silva, Duarte Rocha Alves e, sobretudo, a animação e a escrita da Ivone Chinita.

• É comemorado, em Maio, o Centenário de Francisco de Lacerda: sessão solene na Junta Geral com conferência por Vitorino Nemésio, concerto de canto e piano.

• Com a entrada de Junho, aumenta a actividade cultural: homenagem ao escritor Assis Esperança, exposições de Palolo e Álvaro Perdigão, serão de poesia gravada e colóquio no Grémio do Comércio, lançamento do livro de Ivone Chinita, concurso de desenho infantil, concerto da Orquestra Gulbenkian.

• Agosto, novo livro de Almeida Firmino « O dia das quatro estações ». Setembro entra com « As Palavras e a Música », recital de música popular no Teatro Angrense: Duarte e Ciríaco, Carlos Alberto Moniz, muitas baladas e referências a José Afonso, Adriano e Manuel Freire. José Vieira, gravador da oficina do Diário Insular, é homenageado com uma exposição. A política estremece com a publicação (23-9-69) do Comunicado da Comissão Democrática Eleitoral de Ponta Delgada e o elenco dos eleitores.

• António Rego publica a crónica, « Aqui por Lisboa / Quem é o Padre Fanhais?». O Lawn Tennis Club, em Novembro, promove vários serões de iniciação às Letras e às Artes: Teatro – Cinema – Poesia e Romance – Pintura e Arquitectura – Música.

ano de 1970
Bartolomeu Cid dos Santoa, Atlantis, 1972, gravura, 50,5 x 67 cm.

Bartolomeu Cid dos Santoa, Atlantis, 1972, gravura, 50,5 x 67 cm.

• 1970 começa com duas excelentes exposições: Costa Brites e, sobretudo, gravura do grande mestre Bartolomeu Cid dos Santos.

Em Março, espectáculo de ópera, versão de concerto, na Fanfarra Operária (Helena Pina Manique, Hugo Casaes e Olga Prats). No Teatro Angrense, o Orfeão Universitário do Porto.

• No 1º aniversário da Gávea, exposições de Fernando Frade, António Carmo e do Rogério Silva. Entretanto, a Gávea já tinha aberto (6-3-70) uma galeria na Horta, e em Maio lá realiza nova exposição.

• A Fanfarra Operária, com a iniciativa e grande apoio do dr. José Orlando Bretão, dá início a um Círculo de Iniciação Teatral (CIT), com cerca de 50 inscrições. Curiosamente, a entrevista com os responsáveis é feita por um jovem repórter – Daniel Macide (falecido recentemente) – que então iniciava a sua actividade como redactor desportivo (a coadjuvar Henrique Bruges em A União) que veio a evidenciar o seu amor à escrita em pequenas e saborosas crónicas semanais no DI.

• Urbano Bettencourt, então aluno do Seminário, publica os primeiros poemas no suplemento ALERTA, do Corpo Nacional de Escutas. Na Gávea, mais duas exposições de pintura e desenho – Augusto Mota e António Caseiro. Na colecção Gávea/Glacial é editado o ensaio histórico literário do Emanuel Félix « Angra no último quartel do século XVI ».

• Junho é o mês das Festas da Cidade. A PIDE intervém no programa cultural. A 16, em nota de última página, a Comissão das Festas lamenta informar «da impossibilidade de se realizar (…) o anunciado espectáculo dos drs. José Afonso e Adriano Correia de Oliveira». Poucos dias antes, a 13, anunciava-se o Padre Fanhais em espectáculo, a 20, na Fanfarra Operária. Não chegou a acontecer. A 19, noticiava-se: «O Padre Fanhais em Angra. / Em visita particular e a fim de passar alguns dias de férias, chegou hoje, vindo de Lisboa, a esta cidade, o Padre Fanhais. O conhecido padre cantor e autor da música de tantas baladas e que tem feito da sua voz e da vida instrumento válido de apostolado, deve demorar-se alguns dias entre nós». Em anúncio pago, a direcção da Fanfarra Operária esclarecia: «O Padre Fanhais já não vem a Angra (para cantar, claro)». Fora do circuito, o Padre Fanhais realizou um serão à porta fechada, com casa cheia, no salão paroquial de São Mateus. Era então pároco o Januário Pacheco. (De parte desse serão a que assisti, tenho gravação rudimentar).

• Nova exposição na Gávea: Fotografia de Marcelo Lopes. Nos Jogos Florais das Festas da Cidade: a « Rosa de Oiro » (1.º prémio) para Álamo Oliveira, com « Mãe Negra ». O 1º prémio juvenil « Orquídea de Prata » para Urbano Bettencourt, com « Adeus Andorinha ».

• A 6 de Julho, nota do dia do director de A União, junto à nota oficiosa do Ministério dos Negócios Estrangeiros, sobre «A Santa Sé e os terroristas». Julgo que foi o único jornal do País que conseguiu ou se atreveu a publicar uma nota sobre o assunto. Trouxe reprimendas e dissabores ao censor em Angra e foram exigidas explicações posteriores ao director do jornal.

• Agosto com exposição no Museu de Angra em colaboração com a Gávea – desenhos de Margarida Tamegão. Editado o n.º 3 da colecção Gávea/Glacial «Os meninos morrem dentro dos homens», de Rui Duarte Rodrigues. Em Setembro, na Gávea, exposição de desenho de crianças parisienses.

• A 1 de Outubro, escrevia-se: «Modéstia à parte… / A verdade não tem vaidade». « Aquilo que a Gávea está realizando é a mais vasta operação de cultura que até hoje se realizou no arquipélago: desafiamos que alguém nos aponte outra igual! E afinal é tão fácil: trata-se dum trabalho voluntário duma pequena equipa de vontade! ». Na verdade, em menos de 2 anos promoveu 32 exposições e editou 3 livros.

• Até ao final do ano: novo livro de Dias de Melo «Cidade Cinzenta». O tenente-coronel José Agostinho recebe a medalha de oiro da Cidade. Álamo Oliveira, já em Angra, leva a efeito no Raminho a 1.ª semana de Cultura Popular. Os temas são a consciencialização popular, a agricultura e economia agrícola, pecuária, higiene alimentar, desporto, poesia e canto sociais.

ano de 1971

• Em Janeiro, quatro exposições em Angra, no Museu e na Gávea – Adão Rodrigues, Palolo, Ezequiel Batoréo e António Bouça. Onésimo, na página Cartaz, ainda sob a direcção de Lino Rosa, publica o texto «Para uma ‘crítica proletária’ do cinema». A 17, Maria João Pires, de férias em Angra, toca trechos de Bach ao órgão da Igreja do Colégio, na missa de domingo. Em Março, xilogravuras de Álvaro Perdigão, no Museu. Em Abril, 2.º ciclo de Colóquios do Raminho. Novamente na Gávea, Bartolomeu Cid dos Santos e António Bouça. Em Junho, Carlos Lança expõe no Museu.

• Agosto – novo livro de Santos Barros « Imagem Fulminante », o 4º da colecção Gávea/Glacial, com prefácio de João Afonso, capa e arranjo gráfico de Álamo Oliveira.

• Em Outubro, um triste acontecimento para as letras açorianas, morre Armando Cortes Rodrigues. Entretanto, Santos Barros regressa da comissão de serviço militar. A Cooperativa Sextante, de Ponta Delgada, abre delegação em Angra.

• Em Dezembro, Angra estava na cimeira Nixon/Pompidou/Marcelo. O centro da política ocidental na Terceira. A cidade fervilhava de curiosidade, expectativa, segurança, orgulho.

Carlos Faria, como habitualmente, escrevia um curto Flash para A União, desta vez cortado pela censura: «É uma pena que a Cimeira não se realize antes nos Biscoitos! Talvez isso provocasse acontecimentos na freguesia com a velocidade que a psicologia política deste encontro exige! É pena! Pelo menos teríamos para já a luz eléctrica na freguesia!… »

• Álamo Oliveira, pelo 3.º ano consecutivo, na edição especial de Natal de A União, publicava a página ACIDENTE, arejada de ideias e de grafismo.

ano de 1972

•Em Janeiro, nova página/suplemento, PEDRA, orientação de Ivone Chinita e Santos Barros, sobre cooperativas, direito de livre associação, etc – referências directas ao discurso do Bispo do Porto, D. António Ferreira Gomes.

• Entretanto, falecia em Lisboa o pintor Martinho da Fonseca, que fora professor da Escola Técnica de Angra e, depois, da de Évora. Emanuel Félix, em homenagem, publica o seu belo e sentido poema « Meu adeus a Martinho ».

• Um acaso iria permitir que um grande artista plástico – Canto da Maia – exercesse benéfica influência no entendimento e incentivo das artes. Sobre os cerca de quatro meses que permaneceu na Terceira, escreveu Carlos Faria: «quase todos os dias passava algumas horas em casa do poeta Emanuel Félix e conheceu os nossos jovens artistas com quem privou ao nível da arte e da amizade.»

• A partir de Fevereiro, a página de espectáculos CARTAZ, até aí coordenada por Leopoldino Tavares, passa a sê-lo por Santos Barros e Ivone Chinita. Em todos os números seguintes, sucedem-se os textos sobre a recente música portuguesa de intervenção, entrevistas com Carlos Paredes, Carlos Alberto Moniz, José Orlando Bretão (sobre o CIT – Círculo de Iniciação Teatral) e colaboração variada. A coordenação alarga-se, a partir do n.º 24, ao Onésimo Almeida e ao Urbano Bettencourt.

• Entretanto, em Junho, a paróquia de São Pedro comemora os 400 anos da sua criação, com um Jogo Cénico inspirado na Populorum Progressio, do Vaticano II. Mais de cem figurantes, «o aproveitamento eficaz das potencialidades do teatro», concluirá Santos Barros, entre outras coisas, após a análise de um grupo de reflexão.

• Em Outubro, em colaboração com a Gávea, a Cooperativa Sextante promove em Ponta Delgada uma exposição (« ambiente ») de Ana Vieira. Entretanto, no final do mês, a Sextante era encerrada compulsivamente, com mais sete cooperativas continentais. Os estatutos não foram aprovados pelo Ministério do Interior, que alegou ser a cooperativa «contra a ordem pública e a sua actividade económica ter uma expressão reduzida». Foi o suficiente para despoletar novo movimento de iniciativas e de imaginação.

A 2 de Novembro, em Ponta Delgada, foi oficializada nova galeria de artes plásticas «A Teia».

A 7, em S. Jorge, nas Velas, a galeria de arte Maestro Francisco de Lacerda, «com apoio de A Teia e de pessoas de Angra ligadas à Arte».

Em Angra, foi oficializada nova Galeria de Arte Degrau, sem instalações próprias. Veio a aproveitar as salas do Centro Paroquial de S. Pedro, onde realizou a 1.ª exposição, precisamente de Ana Vieira.

Ainda em S. Pedro, uma Comissão de Jovens promovera os « Encontros das Terças-feiras », tendo debatido temas variadíssimos, desde sexualidade, este orientado pelo dr. Mário Lima, «ouvir música» com amadores terceirenses», «poesia», «cultura geral» com Reis Leite; «cinema», e até «estomatologia» com o médico-dentista dr. Valter Mendonça.

• Em Novembro, CARTAZ, de Santos Barros e Ivone Chinita, termina. Em nota, afirmam: «CZ foi até onde podia ir (…). Daí e desta insatisfação o poder-se escolher a hora da própria «morte», é uma pequena glória que contrabalança o axioma deste tempo despreocupado: cada povo tem a crítica que merece!»

• Da urgência e «da necessidade de actuar em Arte», como se vincava em texto publicado em A União, surge o grupo de dança e teatro Espetrus. Para o grupo, Álamo Oliveira escreve a peça «Um Quixote» e, em três edições sucessivas do vespertino angrense, se encarregará da formulação teórica do projecto. A 30 de Novembro estreia no Teatro Angrense.

• A Degrau continua com exposições e começa a editar uma colecção de postais artísticos com um desenho e um poema (pelo menos dois chegaram a ser editados).

• O ano de 72 terminará em beleza com um concerto de piano por Maria João Pires, promovido pela Academia Musical da Ilha Terceira.

ano de 1973

• Por Lisboa as águas agitam-se. O dia da Paz, na entrada de 73, traz os incidentes da Capela do Rato e, a 15 de Janeiro, A União faz-se eco da Nota do Patriarcado de Lisboa sobre o facto.

Nova exposição na Degrau e, no início de Fevereiro, três jovens inquietos, persistentes, promissores e inteligentes – Eduardo Ferraz da Rosa, António Melo e Luiz Fagundes Duarte – lançam-se em nova página/suplemento ACESSO, a partir da Praia da Vitória.

Contundente, descomplexada, interveniente e oportuna é o mínimo que se pode dizer da vontade e coragem de participação cívica e jornalística destes três jovens. O número sobre as eleições é memorável.

• Entretanto, instalava-se a polémica a partir das reacções do director do DI, dr. Cândido Pamplona Forjaz, à actividade da paróquia de S. Pedro. O assunto vem desenvolvido em recente estudo do dr. Octávio Medeiros, da Universidade dos Açores, publicado sob o título «Um caso insólito». Todavia, a página ACESSO entrou na polémica com um duro artigo contra o imobilismo e conservadorismo da igreja católica.

• Em Março, novo acontecimento musical promovido pela Academia, o concerto de piano de Sequeira Costa.

• No Museu de Angra, Álamo Oliveira expõe «20 ilustrações para 20 poemas de 20 poetas açorianos». As exposições sucedem-se entre a Degrau, a Francisco de Lacerda em S. Jorge, e a Gávea (filial da Horta), através de Carlos Faria e em colaboração com a Galeria Quadrante, de Lisboa.

• A carolice e a falta de apoios da maioria destas intervenções culturais levava à edição «a stencil» de versos e textos. Santos Barros lança «Textos e versos para andar da Rua», «(…) mais do que prosa de prosa ou poesia de poesia é o cântico a juntar aos cânticos da hora açoriana: juventude, arte, esperança».

• Em Maio, a Degrau inaugurava uma monumental exposição de gravura. Monumental não tanto pela quantidade, mas pela qualidade dos nomes envolvidos (Almada Negreiros, João Abel Manta, Bartolomeu dos Santos, Júlio Pomar, Maria Beatriz, Cargaleiro, Guilherme Parente e Paula Rego).

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Última edição de Glacial em “A União” (reprodução vista na tese acima referida de Lusa Maria de Melo Ponte) – CLICAR NA IMAGEM PARA VER MAIOR

• A 31 de Maio, em editorial, o director de A União, dr. Artur da Cunha Oliveira, despede-se. Será substituído por Monsenhor José Machado Lourenço. O suplemento GLACIAL termina, « não vejo de que modo seria sustentável », escreve Carlos Faria, «a permanência de « Glacial », assim como a dos meus companheiros e a de mim próprio». Na lógica da mudança de direcção e de um projecto editorial, eu próprio pedi a demissão de chefe de redacção, que foi aceite.

• Ainda saiu, posteriormente, um número de GLACIAL na edição especial das Festas da Cidade, uma vez que já estava composto e paginado com antecedência.

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Artur Goulart, carta de 11/11/2009

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